Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Policial
Ano de Edição: 2005
Lido em: Dezembro/2012 e Janeiro/2013
Páginas: 522
AUTOR:
Nasceu em Skelleftehamn, na Suécia, em 1954. Foi um dos mais influentes
jornalistas e ativistas políticos de seu país e trabalhou na destacada
agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhögern,
livro sobre a extrema direita em seu país. Por causa de sua atuação na
luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Em 2004,
aos cinqüenta anos, pouco após entregar aos seus editores a trilogia Millennium, morreu, vítima de um ataque cardíaco.
Fonte: www.companhiadasletras.com.br/
O LIVRO:
Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno
mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla
irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e
a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma
trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
Os homens que não amavam as mulheres nos mostra duas histórias
de distintos personagens: o jornalista Mikael Blomkvist,
co-proprietário e editor-chefe da revista Millennium, uma revista que
desmascara escândalos de grandes proporções principalmente na área das
finanças; e a jovem e alternativa hacker Lisbeth Salander, uma jovem que
aparenta ser bem mais nova do que realmente é, que vive sob tutela do
governo, cheia de piercings e tatuagens com problemas de socialização.
Aparentemente as histórias de ambos correm sem aparente ligação, mas
obviamente as histórias se cruzam.
Começamos o livro com um prólogo interessante: um senhor recebendo um
quadro com uma planta seca enquadrada nele, que faz parte de uma vasta
coleção. Descobrimos que esse personagem misterioso recebe um desses por
ano, porém nada mais além disso. O prólogo se fecha e seguimos para o
início da narrativa com Mikael Blomkvist sendo declarado culpado em um
caso de difamação contra uma das mais influentes personalidades suecas:
Hans-Erik Wenneström. Mikael deve pagar um alto valor e ainda deve
cumprir três meses de prisão. Ele então decide se afastar um pouco da
revista. Paralelamente a isso, seguimos a vida de “pesquisadora” de
Lisbeth, que trabalha para a Milton Security como freelancer e um de
seus trabalhos é preparar um dossiê sobre a vida do jornalista Blomkvist
para um dos clientes da Milton.
Esse cliente é na verdade Dirch Frode, advogado de Henrik Vanger um
grande empresário da uma vez gloriosa Indústria Vanger. Ele possui um
passado familiar conturbado e anda obcecado há 40 anos com o
desaparecimento da menina dos seus olhos: a sua sobrinha Harriet Vanger.
Harriet sumiu sem deixar o menor rastro na ilha em que estava com a
família. Sem testemunhas ou qualquer tipo de prova sobre o que aconteceu
a ela, no dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde
ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam.
Entretanto, Henrik está convencido de que ela foi assassinada.
Aproveitando-se da problemática situação em que se encontra Mikael,
Henrik pede-lhe para escrever um livro sobre a biografia da família
Vanger, como desculpa para investigar o desaparecimento de Harriet.
Mikael reluta, mas seu instinto de jornalista acaba cedendo e ele aceita
se instalar na fria ilha de Hedestad para investigar o assunto.
Paralela à pesquisa de Mikael, Lisbeth passa por maus bocados, até que
Blomkvist faz um importante passo na investigação e precisa de alguém
para ajudá-lo em uma pesquisa e os caminhos dos dos se cruzam e Lisbeth e
Mikael – uma dupla improvável, mas que funciona muito bem – começam a
trabalhar juntos.
Esse é um livro bem denso e lotado de informações. Além de numerosa podemos afirmar que a família
Vanger é também repleta de pessoas estranhas. Todo mundo parece muito
suspeito e descobrimos vários podres dos integrantes da família ao longo
do enredo. Também é uma história pesada e cruel, abordando de diversas
formas a opressão contra as mulheres. Os dados que Larsson coloca ao
longo do livro nos inícios de diferentes partes sobre a quantidade de
mulheres violentadas na Suécia são absurdos. Nos leva a imaginar que o
caso do livro pode muito bem ser uma realidade – cruelíssima por sinal.
É praticamente impossível não se identificar ou ter uma enorme
compaixão por Lisbeth. Sua personagem é incrívelmente bem construída e
percebemos ao longo da leitura o quão errado é a impressão de incapaz
que todos possuem dela: a personagem é astuta, muito inteligente e acaba
sendo uma peça crucial para o desfecho do livro em diversas maneiras –
tanto para o caso de Harriet quanto para o troco em Wenneström. Desfecho
aliás, que é de tirar o fôlego de qualquer um.
Fonte: http://livrosemserie.com.br
COMENTÁRIO:
Excelente história com enredo eletrizante. Uma super história policial. Facinante!!!
Classificação:
TRAILER DO FILME (SUECO):






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