Autora: Catherine Fisher
Editora: Novo Século
Categoria: ficção
Ano de edição: 2011
Lido em: Janeiro 2012
Páginas: 336
Catherine Fisher nasceu em Newport, Inglaterra. Graduada em Inglês pela Universidade do País de Gales, sempre nutriu uma fascinação por mitos e História. A escritora ganhou diversos prêmios, além de ser muito aclamada pelos críticos. Seu primeiro romance, The Conjuror’s Gam, foi indicado ao prêmio Smarties Books e sua obra The Snow-Walker’s Son ao prêmio W.H. Smith. O quarteto The Book of Crow foi igualmente aclamado como um clássico da ficção fantástica. Oráculo, primeiro volume da trilogia, foi indicado ao prêmio Whitbread Children’s Book. A trilogia é bestseller internacional, publicada em vinte idiomas. The Candle Man venceu o prêmio Welsh Books Council's Tir Na n'Og. Cobernic, uma lenda reinventada sobre o Santo Graal, também foi indicado ao prêmio.
A HISTÓRIA
Quando decidiu escrever O Oráculo, a Autora criou um cenário onde impera um sincretismo cultural e religioso baseado nas civilizações grega e egípcia.
A ação desenrola-se, precisamente, numa ilha do Mar Egeu cujas coordenadas se interceptam num ponto geograficamente situado entre estas duas culturas.
A trama circula à volta do culto de um deus em forma de Escorpião – o deus da vida e da morte – cujos rituais em tudo se assemelham ao culto de Osíris. E da Rainha da Chuva, num país castigado pela seca, uma deusa que pode facilmente ser identificada com a deusa egípcia Ísis, esposa de Osíris.
A ação prossegue centrada numa teia de intrigas relacionadas com a ascensão na hierarquia do culto. Esta situação é desencadeada pela morte do velho Arconte, o sumo-sacerdote ou a encarnação viva do deus, cujo sacrifício tinha como objectivo trazer a chuva de volta à terra. Uma história que remete para o mito das estações que envolve deuses como Ísis, Osíris, Hórus, Seth…
A traição aparece como um tema sempre atual, quer nas relações pessoais quer laborais, proporcionando ao leitor a possibilidade de se identificar com as personagens e projetar nelas as suas próprias vivências.
O Oráculo é também uma história de fé, onde se trata de acreditar ou não nos deuses, contrapondo a postura dogmática do povo iletrado ao cepticismo dos mais eruditos. E onde se fala, também, de valores, de ética.
Fisher apresenta-nos um cocktail de personagens fascinantes e surpreendentes.
Seth, apesar do nome do deus da traição da mitologia egípcia, é um jovem adolescente, amigo leal, da sacerdotisa Mirany e possuidor de um lado humano muito forte. Os erros que comete não são despoletados pela ambição, mas em prol da necessidade de ajudar os outros e pelo impulso que desencadeia a vontade de quebrar regras, própria da fase da adolescência.
Mirany, a sacerdotisa do deus escorpião, é a heroína do romance e, por isso, a menos surpreendente das personagens moduladas por sabermos, desde o início, o que se passa no seu íntimo. Contudo, vai amadurecendo ao longo da trama e passa a defender com mais segurança as suas convicções, apesar de os valores fundamentais permanecerem intactos.
Alexos, o novo Arconte, é uma criança “especial” porque diferente. Vive no mundo do sonho, como se o seu pensamento pairasse algures no limiar entre a vida e a morte, entre a sanidade e a loucura.
Oblek, o principal aliado de Mirany e Alexos, é um indivíduo aparentemente incontrolável. Bêbado, irresponsável, de temperamento bilioso, aspecto burlesco e repulsivo. Alguém em quem, no início se reluta em confiar, mas…
Os dois grandes vilões são: Hérmia, a Oradora, cujo nome tem a ver com Hermes, o deus do comércio, dos ladrões, o mestre na mentira – é a grã-sacerdotisa; e Argelim, o general ambicioso, amante de Hérmia. Ambos usam a religião para manipular o povo crente com o objetivo único de amealhar riqueza. São as duas únicas personagens que mantêm o carácter constante ao longo de todo o romance.
Rhetia e Chryse, são duas jovens oriundas da aristocracia, sacerdotisas como Mirany. São as personagens que mais surpreendem o leitor mostrando, no final, uma faceta até então completamente oculta da sua personalidade.
Cada capítulo corresponde a cada um dos nove dias que completam as cerimônias fúnebres do Velho Arconte, ao longo dos quais se procederá à procura do sucessor no qual o deus terá, supostamente, reencarnado. Cada um destes capítulos inicia com um texto introdutório que dá voz ao deus-escorpião. São textos de extrema beleza e poesia em formato de prosa, pela pena de uma autora, já habituada às lides poéticas.
A ação desenrola-se, precisamente, numa ilha do Mar Egeu cujas coordenadas se interceptam num ponto geograficamente situado entre estas duas culturas.
A trama circula à volta do culto de um deus em forma de Escorpião – o deus da vida e da morte – cujos rituais em tudo se assemelham ao culto de Osíris. E da Rainha da Chuva, num país castigado pela seca, uma deusa que pode facilmente ser identificada com a deusa egípcia Ísis, esposa de Osíris.
A ação prossegue centrada numa teia de intrigas relacionadas com a ascensão na hierarquia do culto. Esta situação é desencadeada pela morte do velho Arconte, o sumo-sacerdote ou a encarnação viva do deus, cujo sacrifício tinha como objectivo trazer a chuva de volta à terra. Uma história que remete para o mito das estações que envolve deuses como Ísis, Osíris, Hórus, Seth…
A traição aparece como um tema sempre atual, quer nas relações pessoais quer laborais, proporcionando ao leitor a possibilidade de se identificar com as personagens e projetar nelas as suas próprias vivências.
O Oráculo é também uma história de fé, onde se trata de acreditar ou não nos deuses, contrapondo a postura dogmática do povo iletrado ao cepticismo dos mais eruditos. E onde se fala, também, de valores, de ética.
Fisher apresenta-nos um cocktail de personagens fascinantes e surpreendentes.
Seth, apesar do nome do deus da traição da mitologia egípcia, é um jovem adolescente, amigo leal, da sacerdotisa Mirany e possuidor de um lado humano muito forte. Os erros que comete não são despoletados pela ambição, mas em prol da necessidade de ajudar os outros e pelo impulso que desencadeia a vontade de quebrar regras, própria da fase da adolescência.
Mirany, a sacerdotisa do deus escorpião, é a heroína do romance e, por isso, a menos surpreendente das personagens moduladas por sabermos, desde o início, o que se passa no seu íntimo. Contudo, vai amadurecendo ao longo da trama e passa a defender com mais segurança as suas convicções, apesar de os valores fundamentais permanecerem intactos.
Alexos, o novo Arconte, é uma criança “especial” porque diferente. Vive no mundo do sonho, como se o seu pensamento pairasse algures no limiar entre a vida e a morte, entre a sanidade e a loucura.
Oblek, o principal aliado de Mirany e Alexos, é um indivíduo aparentemente incontrolável. Bêbado, irresponsável, de temperamento bilioso, aspecto burlesco e repulsivo. Alguém em quem, no início se reluta em confiar, mas…
Os dois grandes vilões são: Hérmia, a Oradora, cujo nome tem a ver com Hermes, o deus do comércio, dos ladrões, o mestre na mentira – é a grã-sacerdotisa; e Argelim, o general ambicioso, amante de Hérmia. Ambos usam a religião para manipular o povo crente com o objetivo único de amealhar riqueza. São as duas únicas personagens que mantêm o carácter constante ao longo de todo o romance.
Rhetia e Chryse, são duas jovens oriundas da aristocracia, sacerdotisas como Mirany. São as personagens que mais surpreendem o leitor mostrando, no final, uma faceta até então completamente oculta da sua personalidade.
Cada capítulo corresponde a cada um dos nove dias que completam as cerimônias fúnebres do Velho Arconte, ao longo dos quais se procederá à procura do sucessor no qual o deus terá, supostamente, reencarnado. Cada um destes capítulos inicia com um texto introdutório que dá voz ao deus-escorpião. São textos de extrema beleza e poesia em formato de prosa, pela pena de uma autora, já habituada às lides poéticas.
http://hasempreumlivro.blogspot.com/2005/10/o-orculo-de-catherine-fisher-presena.html
COMENTÁRIO:
É um livro onde as coisas realmente acontecem. Há muita ação e emoção. A história e a climatização são muito interessantes..TRECHO:
"A luta é comigo mesmo. Sei disso há muito tempo. Unir minhas mãos ao redor do mundo, porque as duas partes de mim são necessárias.
Sol e lua. Dia e noite. Alegria e tristeza."
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