"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina
Cora Coralina
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O Oráculo
Autora: Catherine Fisher
Editora: Novo Século
Categoria: ficção
Ano de edição: 2011
Lido em: Janeiro 2012
Páginas: 336
Catherine Fisher nasceu em Newport, Inglaterra. Graduada em Inglês pela Universidade do País de Gales, sempre nutriu uma fascinação por mitos e História. A escritora ganhou diversos prêmios, além de ser muito aclamada pelos críticos. Seu primeiro romance, The Conjuror’s Gam, foi indicado ao prêmio Smarties Books e sua obra The Snow-Walker’s Son ao prêmio W.H. Smith. O quarteto The Book of Crow foi igualmente aclamado como um clássico da ficção fantástica. Oráculo, primeiro volume da trilogia, foi indicado ao prêmio Whitbread Children’s Book. A trilogia é bestseller internacional, publicada em vinte idiomas. The Candle Man venceu o prêmio Welsh Books Council's Tir Na n'Og. Cobernic, uma lenda reinventada sobre o Santo Graal, também foi indicado ao prêmio.
A HISTÓRIA
Quando decidiu escrever O Oráculo, a Autora criou um cenário onde impera um sincretismo cultural e religioso baseado nas civilizações grega e egípcia.
A ação desenrola-se, precisamente, numa ilha do Mar Egeu cujas coordenadas se interceptam num ponto geograficamente situado entre estas duas culturas.
A trama circula à volta do culto de um deus em forma de Escorpião – o deus da vida e da morte – cujos rituais em tudo se assemelham ao culto de Osíris. E da Rainha da Chuva, num país castigado pela seca, uma deusa que pode facilmente ser identificada com a deusa egípcia Ísis, esposa de Osíris.
A ação prossegue centrada numa teia de intrigas relacionadas com a ascensão na hierarquia do culto. Esta situação é desencadeada pela morte do velho Arconte, o sumo-sacerdote ou a encarnação viva do deus, cujo sacrifício tinha como objectivo trazer a chuva de volta à terra. Uma história que remete para o mito das estações que envolve deuses como Ísis, Osíris, Hórus, Seth…
A traição aparece como um tema sempre atual, quer nas relações pessoais quer laborais, proporcionando ao leitor a possibilidade de se identificar com as personagens e projetar nelas as suas próprias vivências.
O Oráculo é também uma história de fé, onde se trata de acreditar ou não nos deuses, contrapondo a postura dogmática do povo iletrado ao cepticismo dos mais eruditos. E onde se fala, também, de valores, de ética.
Fisher apresenta-nos um cocktail de personagens fascinantes e surpreendentes.
Seth, apesar do nome do deus da traição da mitologia egípcia, é um jovem adolescente, amigo leal, da sacerdotisa Mirany e possuidor de um lado humano muito forte. Os erros que comete não são despoletados pela ambição, mas em prol da necessidade de ajudar os outros e pelo impulso que desencadeia a vontade de quebrar regras, própria da fase da adolescência.
Mirany, a sacerdotisa do deus escorpião, é a heroína do romance e, por isso, a menos surpreendente das personagens moduladas por sabermos, desde o início, o que se passa no seu íntimo. Contudo, vai amadurecendo ao longo da trama e passa a defender com mais segurança as suas convicções, apesar de os valores fundamentais permanecerem intactos.
Alexos, o novo Arconte, é uma criança “especial” porque diferente. Vive no mundo do sonho, como se o seu pensamento pairasse algures no limiar entre a vida e a morte, entre a sanidade e a loucura.
Oblek, o principal aliado de Mirany e Alexos, é um indivíduo aparentemente incontrolável. Bêbado, irresponsável, de temperamento bilioso, aspecto burlesco e repulsivo. Alguém em quem, no início se reluta em confiar, mas…
Os dois grandes vilões são: Hérmia, a Oradora, cujo nome tem a ver com Hermes, o deus do comércio, dos ladrões, o mestre na mentira – é a grã-sacerdotisa; e Argelim, o general ambicioso, amante de Hérmia. Ambos usam a religião para manipular o povo crente com o objetivo único de amealhar riqueza. São as duas únicas personagens que mantêm o carácter constante ao longo de todo o romance.
Rhetia e Chryse, são duas jovens oriundas da aristocracia, sacerdotisas como Mirany. São as personagens que mais surpreendem o leitor mostrando, no final, uma faceta até então completamente oculta da sua personalidade.
Cada capítulo corresponde a cada um dos nove dias que completam as cerimônias fúnebres do Velho Arconte, ao longo dos quais se procederá à procura do sucessor no qual o deus terá, supostamente, reencarnado. Cada um destes capítulos inicia com um texto introdutório que dá voz ao deus-escorpião. São textos de extrema beleza e poesia em formato de prosa, pela pena de uma autora, já habituada às lides poéticas.
A ação desenrola-se, precisamente, numa ilha do Mar Egeu cujas coordenadas se interceptam num ponto geograficamente situado entre estas duas culturas.
A trama circula à volta do culto de um deus em forma de Escorpião – o deus da vida e da morte – cujos rituais em tudo se assemelham ao culto de Osíris. E da Rainha da Chuva, num país castigado pela seca, uma deusa que pode facilmente ser identificada com a deusa egípcia Ísis, esposa de Osíris.
A ação prossegue centrada numa teia de intrigas relacionadas com a ascensão na hierarquia do culto. Esta situação é desencadeada pela morte do velho Arconte, o sumo-sacerdote ou a encarnação viva do deus, cujo sacrifício tinha como objectivo trazer a chuva de volta à terra. Uma história que remete para o mito das estações que envolve deuses como Ísis, Osíris, Hórus, Seth…
A traição aparece como um tema sempre atual, quer nas relações pessoais quer laborais, proporcionando ao leitor a possibilidade de se identificar com as personagens e projetar nelas as suas próprias vivências.
O Oráculo é também uma história de fé, onde se trata de acreditar ou não nos deuses, contrapondo a postura dogmática do povo iletrado ao cepticismo dos mais eruditos. E onde se fala, também, de valores, de ética.
Fisher apresenta-nos um cocktail de personagens fascinantes e surpreendentes.
Seth, apesar do nome do deus da traição da mitologia egípcia, é um jovem adolescente, amigo leal, da sacerdotisa Mirany e possuidor de um lado humano muito forte. Os erros que comete não são despoletados pela ambição, mas em prol da necessidade de ajudar os outros e pelo impulso que desencadeia a vontade de quebrar regras, própria da fase da adolescência.
Mirany, a sacerdotisa do deus escorpião, é a heroína do romance e, por isso, a menos surpreendente das personagens moduladas por sabermos, desde o início, o que se passa no seu íntimo. Contudo, vai amadurecendo ao longo da trama e passa a defender com mais segurança as suas convicções, apesar de os valores fundamentais permanecerem intactos.
Alexos, o novo Arconte, é uma criança “especial” porque diferente. Vive no mundo do sonho, como se o seu pensamento pairasse algures no limiar entre a vida e a morte, entre a sanidade e a loucura.
Oblek, o principal aliado de Mirany e Alexos, é um indivíduo aparentemente incontrolável. Bêbado, irresponsável, de temperamento bilioso, aspecto burlesco e repulsivo. Alguém em quem, no início se reluta em confiar, mas…
Os dois grandes vilões são: Hérmia, a Oradora, cujo nome tem a ver com Hermes, o deus do comércio, dos ladrões, o mestre na mentira – é a grã-sacerdotisa; e Argelim, o general ambicioso, amante de Hérmia. Ambos usam a religião para manipular o povo crente com o objetivo único de amealhar riqueza. São as duas únicas personagens que mantêm o carácter constante ao longo de todo o romance.
Rhetia e Chryse, são duas jovens oriundas da aristocracia, sacerdotisas como Mirany. São as personagens que mais surpreendem o leitor mostrando, no final, uma faceta até então completamente oculta da sua personalidade.
Cada capítulo corresponde a cada um dos nove dias que completam as cerimônias fúnebres do Velho Arconte, ao longo dos quais se procederá à procura do sucessor no qual o deus terá, supostamente, reencarnado. Cada um destes capítulos inicia com um texto introdutório que dá voz ao deus-escorpião. São textos de extrema beleza e poesia em formato de prosa, pela pena de uma autora, já habituada às lides poéticas.
http://hasempreumlivro.blogspot.com/2005/10/o-orculo-de-catherine-fisher-presena.html
COMENTÁRIO:
É um livro onde as coisas realmente acontecem. Há muita ação e emoção. A história e a climatização são muito interessantes..TRECHO:
"A luta é comigo mesmo. Sei disso há muito tempo. Unir minhas mãos ao redor do mundo, porque as duas partes de mim são necessárias.
Sol e lua. Dia e noite. Alegria e tristeza."
Classificação:
sábado, 17 de dezembro de 2011
Poder Índigo e Evolução Cristal
Autora: Tereza Guerra
Editora: Madras
Editora: Madras
Categoria: Psicologia / Esoterismo
Ano: 2009
Lido em: novembro de 2011
Nº de páginas: 208
Tereza Guerra é licenciada em Filosofía pela Universidade Clássica de Lisboa, possuindo pós-graduações em Filosofía e Educação e um mestrado em Ciências da Educação. Atualmente está finalizando a sua tese de Doutorado sobre a Educação de Crianças Índigo.
Em 2004 criou, com Alain Aubry, a Fundação Casa Índigo, onde conta com uma equipa de profissionais da educação, psicólogos, médicos e pedagogos, para apoiar e desenvolver atividades destinadas às crianças e jovens índigo e cristal.
Inteligentes, sensíveis, criativos e com tendência para questionar a ordem estabelecida, a vitalidade dos índigos é, muitas vezes, confundida com hiperatividade ou simples rebeldia. Mas a sua existência tem um propósito que devemos conhecer e aceitar, ajudando-os a desenvolver as suas inúmeras capacidades. Acreditar em suas aptidões e respeitar a sua evolução favorece a integração dos índigos em um ambiente mais favorável ao seu enorme potencial, prevenindo, assim, situações de risco como o estresse, a apatia e a depressão. Poder Índigo e Evolução Cristal é uma obra de sucesso garantido entre todos os interessados em compreender as características que fazem desses indivíduos da Nova Era seres muito especiais. Esta é uma ferramenta primordial para pais, educadores e psicólogos da atualidade.
A metodologia adotada se aproxima da teoria defendida pelo filósofo John Dewey. Para ele, a educação tem como finalidade propiciar à criança condições para que resolva seus problemas por si mesma, e não as tradicionais ideias de formação de acordo com modelos preestabelecidos.
Comentário:
O livro traz muitas explicações sobre chacras, dimensões evoluções espirituais, consciência, harmonia e paz. Traz também muitas indicações para leitura complementar e cita autores como Brian Weiss, Pastorino e Saint-Exupéry.
Indicação:
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A Chave para Rondo
Autora: Emily Rodda
Editora: Fundamento
Editora: Fundamento
Categoria: Infanto-juvenil
Ano: 2010
Lido em: outubro de 2011
Nº de páginas: 304
Emily Rodda formou-se na Universidade de Sydney, em Literatura Inglesa e tornou-se uma bem-sucedida, produtiva e versátil escritora. Com participação em mais de 50 publicações, entre livros infantis e romances de mistério populares para adultos, a autora parece saber exatamente o que os jovens querem ler. Emily recebeu a prestigiosa Medalha Dromkeen e, por cinco vezes, ganhou o prêmio Children´s Book Council of Australia´s Book of the Year (Young Readers) Award. Todos os livros da autora são um testemunho de seu excepcional talento como escritora. A série Deltora foi seu maior sucesso de público e crítica e já vendeu mais de 4 milhões de exemplares.
Importante!
- Gire a chave apenas três vezes.
- Nunca gire a chave enquanto a música estiver tocando.
- Nunca segure a caixa enquanto a música estiver tocando.
- Nunca feche a tampa antes de a música acabar.
Ao se tornar dono da caixa de música que estava em poder de sua família havia várias gerações, o garoto Leo Zifkak não tem a menor intenção de quebrar nenhuma dessas regras.
O mesmo não se pode dizer de sua prima Mimi, que desobedece a uma delas e traz de volta uma magia há muito adormecida. Está aberto o portal para Rondo, o mundo mágico contido na caixa de música!
Quando a traiçoeira Rainha Azul sai de dentro da caixa e sequestra o cãozinho de Mimi, os primos partem em uma perigosa e inesquecível jornada para resgatá-lo. Enquanto percorrem as desconhecidas paisagens de Rondo, os dois descobrem que têm tarefas ainda mais difíceis pela frente. E que há uma forte ligação entre eles e aquele estranho lugar...
Mas como sobreviver em uma terra onde feiticeiras, dragões, animais falantes e outros seres fantásticos são lugar- comum e não tão inofensivos quanto parecem?
Comentário:
Este livro nos transporta para uma realidade paralela e, embora infanto-juvenil, faz levantamentos filosóficos bastante interessantes como: O que é realidade? A sua realidade é igual a minha? A noção de tempo de de conceitos de certo e errado podem variar de acordo com os nossos valores. O quanto alguém pode ser importante para nós. Será que podemos confiar no que nossos olhos veem ou será que devemos dar margem ao que nos diz nossa intuição? É um livro para ser degustado e refletido com os olhos de uma criança e com os conhecimentos de um adulto. Gostei muito.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado
Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Categoria: Psicologia
Ano: 2010
Editora: Fontanar
Categoria: Psicologia
Ano: 2010
Lido em: setembro de 2011
Nº de páginas: 237
Outras obras da autora:
Ana Beatriz Barbosa Silva é médica graduada pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) com pós-graduação em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nascida na cidade do Rio de Janeiro, é escritora, realiza palestras, conferências, consultorias e entrevistas nos diversos meios de comunicação sobre variados temas do comportamento humano.Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP), Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Déficit de Atenção (SP) e diretora das clínicas Medicina do Comportamento no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde faz atendimento aos pacientes e supervisão dos profissionais da sua equipe (médicos, psicólogos e terapeutas).
Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem.
"Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".
Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias
, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.
Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
"Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".
Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias
, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade. Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
No programa Sem Censura, a autora fala sobre a psicopatia
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Água para Elefantes
Autora: Sara Gruen
Categoria: Romance
Ano: 2007
Lido em: julho de 2011
Nº de páginas: 336
Editora: Sextante
Categoria: Romance
Ano: 2007
Lido em: julho de 2011
Nº de páginas: 336
A HISTÓRIA
Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
É sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob se apaixona por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa do diretor equestre do circo, o instável August. Homem de poder e que tem o apoio de Tio Al ( dono do circo) para tomar suas decisões. Porém, existe algo que August não pode controlar: Jacob e Marlena estão apaixonados, e ele não pode fazer nada a respeito.
Jacob passa a conviver com humilhações e medo de ser jogado para fora do trem a qualquer momento.
No meio de tudo isso, o circo acaba adquirindo uma atração que promete fazer com que o espetáculo saia da falência: a elefanta Rosie. Jacob cria uma conexão quase imediata com ela (e descobre que a elefanta só fala polonês), e junto com August e Marlena, eles montam um belo espetáculo.
Quando fica claro que Jacob fará qualquer coisa por Marlena, vários aliados se juntam tentando fazer com que a moça fuja das garras de seu tirano. O anão Kinko(ou Walter, mas apenas para os amigos), o chefe da segurança Earl e o velho moribundo Camel.
Jacob e Marlena precisam manter as aparências, mas depois de um tempo fica claro que não poderão se esconder para sempre de August. E também não podem abandonar o circo, afinal, Rosie se torna algo tão importante na vida de Jacob, assim como Marlena.
Por fim, por um golpe de sorte para Jacob e de revés para o circo, Jacob consegue viver junto com Marlena, Rosie e seus cavalos, formando uma família feliz. Juntos eles tem filhos e Jacob consegue terminar suas provas para formar-se veterinário.
A história é contada em meio às lembranças de Jacob, que não se conforma com sua condição de idoso em uma casa de repouso. O que o motiva a essas lembranças é a chegada de um circo à cidade e a discussão que tem com seu "amigo" sobre elefantes
- Há décadas ouço velhos gagás como você dizerem que levavam água para os elefantes e estou dizendo agora que isso nunca aconteceu…
Hum… levava água para os elefantes, não é mesmo?! Vocês têm idéia da quantidade de água que um elefante bebe?
Tudo termina com Jacob visitando o circo e partindo junto com os artistas para viver novamente a emoção da vida no circo.
CONSIDERAÇÕES:
Este livro é bastante envolvente, mas também um pouco melancólico. Eleva temas como a crítica às pessoas que assumem cargos de chefia e que pensam que são melhores do que os outros (utilizando do abuso de poder e crueldade para mostrar sua força). A mensagem deixada por Rosie (a elefanta) é muito interessante, pois ela finge ser burra para conseguir o que quer e só obedece quem a trata bem. Outro assunto retratado é a velhice e a necessidade dos idosos em serem respeitados como seres humanos que possuem vontade própria e grande vontade de viver. É um livro para muitas reflexões.
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