"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Chave para Rondo

Autora:  Emily Rodda

Editora: Fundamento
Categoria: Infanto-juvenil

Ano: 2010
Lido em: outubro de 2011
Nº de páginas: 304

Emily Rodda formou-se na Universidade de Sydney, em Literatura Inglesa e tornou-se uma bem-sucedida, produtiva e versátil escritora. Com participação em mais de 50 publicações, entre livros infantis e romances de mistério populares para adultos, a autora parece saber exatamente o que os jovens querem ler. Emily recebeu a prestigiosa Medalha Dromkeen e, por cinco vezes, ganhou o prêmio Children´s Book Council of Australia´s Book of the Year (Young Readers) Award. Todos os livros da autora são um testemunho de seu excepcional talento como escritora. A série Deltora foi seu maior sucesso de público e crítica e já vendeu mais de 4 milhões de exemplares.



Importante!
  • Gire a chave apenas três vezes.
  • Nunca gire a chave enquanto a música estiver tocando.
  • Nunca segure a caixa enquanto a música estiver tocando.
  • Nunca feche a tampa antes de a música acabar.

   Ao se tornar dono da caixa de música que estava em poder de sua família havia várias gerações, o garoto Leo Zifkak não tem a menor intenção de quebrar nenhuma dessas regras.  
 
   O mesmo não se pode dizer de sua prima Mimi, que desobedece a uma delas e traz de volta uma magia há muito adormecida. Está aberto o portal para Rondo, o mundo mágico contido na caixa de música!
 
   Quando a traiçoeira Rainha Azul sai de dentro da caixa e sequestra o cãozinho de Mimi, os primos partem em uma perigosa e inesquecível jornada para resgatá-lo. Enquanto percorrem as desconhecidas paisagens de Rondo, os dois descobrem que têm tarefas ainda mais difíceis pela frente. E que há uma forte ligação entre eles e aquele estranho lugar...
 
   Mas como sobreviver em uma terra onde feiticeiras, dragões, animais falantes e outros seres fantásticos são lugar- comum e não tão inofensivos quanto parecem?



 Comentário:
     Este livro nos transporta para uma realidade paralela e, embora infanto-juvenil, faz levantamentos filosóficos bastante interessantes como: O que é realidade? A sua realidade é igual a minha? A noção de tempo de de conceitos de certo e errado podem variar de acordo com os nossos valores. O quanto alguém pode ser importante para nós. Será que podemos confiar no que nossos olhos veem ou será que devemos dar margem ao que nos diz nossa intuição? É um livro para ser degustado e refletido com os olhos de uma criança e com os conhecimentos de um adulto. Gostei muito.







terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado

Autora:  Ana Beatriz Barbosa Silva

Editora: Fontanar



Categoria: Psicologia

Ano: 2010


Lido em: setembro de 2011


Nº de páginas: 237



       Ana Beatriz Barbosa Silva é médica graduada pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) com pós-graduação em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nascida na cidade do Rio de Janeiro, é escritora, realiza palestras, conferências, consultorias e entrevistas nos diversos meios de comunicação sobre variados temas do comportamento humano.Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP), Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Déficit de Atenção (SP) e diretora das clínicas Medicina do Comportamento no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde faz atendimento aos pacientes e supervisão dos profissionais da sua equipe (médicos, psicólogos e terapeutas).






     Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem.
     "Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".
     Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.
     Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.

No programa Sem Censura, a autora fala sobre a psicopatia