"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina

domingo, 28 de outubro de 2012

Como Treinar seu Dragão





Autora: Cressida Cowell

Tradutor: Heloísa Prieto

Editora: Intrínseca

Categoria: ficção

Ano de Edição: 2010

Lido em: Maio de 2012

Páginas:224
 
 
 
A AUTORA:
 
Cressida Cowell cresceu em Londres e em uma pequena ilha despovoada ao largo da costa oeste da Escócia, tinha apenas oito ou nove anos quando começou a escrever histórias sobre os vikings e dragões. Quando saiu da escola, foi para a universidade para estudar Inglês, e em seguida para a Faculdade de Arte, onde tem Graduação em Design Gráfico e Ilustração. Para o seu projeto final na escola de Arte, criou um livro para crianças chamado "Little Bo Peep's Library Books", e esse seu primeiro livro foi publicado pela Editora Hodder Childrens em 1998.

 
 
O LIVRO:
 

Conheça Soluço Spantosicus Strondus III: a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos - mas um garoto sem qualquer talento para liderar. "Como Treinar o seu Dragão" conta a tumultuada jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking: junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu - e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do mais encantador e improvável dos heróis e de seu dragão muito mal-educado.
Inteiramente ilustrado, com muita ação e o tipo de humor que arranca gargalhadas até dos mais carrancudos, "Como Treinar o seu Dragão" é o primeiro livro de uma série que é sucesso mundial, que inspirou o filme de animação cotado como uma das estreias mais importantes deste ano.
O jeito com que Cressida Cowell escreveu desde o prefácio, até sua mini biografia na orelha do livro já mostram o delicado senso de humor da autora. Ela consegue fazer com que o livro pareça ter sido escrito desde a dedicatória até os desenhos toscamente feitos por Soluço Spantosicus Strondus III.
Apesar de ser um livro curto, por possuir tantas imagens, ele consegue passar sua mensagem e encantar por tantos conteúdos extras, como a transcrição “completa” do livro Como treinar seu dragão, pelo Professor Traste, os tipos de dragões e até a carta de Stoico, que transformam o livro em algo cativante.
Cressilda elabora o livro como se o autor fosse o personagem principal fosse Soluço:
Sobre o "autor": Soluço Spantosicus III foi um extraordinário Herói Viking, Chefe guerreiro, mestre no combate com espadas e naturalista amador, era conhecido por todo o território Viking como “O Encantador de dragões”, devido ao poder que exercia sobre as temíveis feras.
Mas nem sempre foi assim…
Neste livro estão as memórias da época em que Soluço era apenas um garoto normal. Muito normal. Nem um pouco heróico. Ele precisava desesperadamente capturar e treinar um dragão, e precisava ser o animal mais impressionante de todos. Mas tudo o que conseguiu foi uma criaturinha pequena e banguela, nada ameaçadora. Foi então que seu destino de Herói começou a ser traçado.”
Acho importante citar que assisti o filme que possui o mesmo nome e para meu espanto a história é completamente diferente da contada no livro, apenas se iguala o nome dos personagens e a caracterização da época em que acontece a história.


VALE A PENA LER!!!

sábado, 29 de setembro de 2012

Os Quatro Compromissos

O livro da filosofia Tolteca

 
 
Autor: Don Miguel Ruiz

Tradutor: Luis Fernando Martins Esteves
 
Editora: Best Seller

Categoria: autoajuda
 
Ano de Edição: 2010
 
Lido em: Fevereiro de  2012
 
Páginas:112

 
Quem é Don Miguel Ruiz
          Nascido em uma família de raízes indígenas, no interior do México, Don Miguel Ruiz cresceu em contato íntimo com a tradição tolteca, mantida viva por sua mãe curandeira e por seu avô, que era um nagual (xamã). Don Miguel Ruiz foi educado para ser também um nagual, mas o contato com a vida moderna acabou levando-o a estudar medicina e a tornar-se cirurgião e professor de cirurgia. Uma profunda crise pessoal reaproximou-o de suas origens e fez com que se dedicasse intensamente durante vários anos ao estudo da tradicional sabedoria tolteca.
          O trabalho de Don Miguel concentra-se na questão da emergência do "Sexto Sol" do calendário maia, profetizado pelos ancestrais como um período de excepcionais mudanças planetárias e pessoais. Na tradição tolteca, um nagual é alguém com a função de orientar outras pessoas no sentido da obtenção da liberdade pessoal. Com base na filosofia ancestral, Don Miguel faz uma crítica feroz aos condicionamentos da vida moderna, que conformam todos os indivíduos a uma ideologia alienante e anestésica, que anula o livre arbítrio e a lucidez da consciência. Sob muitos aspectos, a visão de Don Miguel lembra as idéias de pensadores como Herbert Marcuse e Ivan Illitch, que tanto influenciaram a juventude dos anos sessenta.
 
 

 
 
          Neste livro, o autor procura afirmar que por meio de quatro compromissos pessoais, todas as pessoas são capazes de transformar seus cotidianos e suas vidas. As técnicas buscam mostrar uma fonte para transformar a vida em uma nova experiência de liberdade, amor e verdadeira felicidade.
Os Quatro Compromissos:

1. SEJA IMPECÁVEL COM SUA PALAVRA: Fale com integridade.
Diga somente aquilo que você realmente quer dizer.
Evite usar sua palavra para falar mal de você mesmo ou para bisbilhotar os outros.
Use o poder da sua palavra na direção da verdade e do amor.

2. NÃO LEVE NADA PARA O LADO PESSOAL:
Nada que os outros fazem é por sua causa.
O que os outros dizem e fazem é uma projeção de suas próprias realidades, de seu próprio sonho.
Quando você é imune às opiniões e ações dos outros, você não é vítima de sofrimento desnecessário.

3. NÃO FAÇA SUPOSIÇÕES:
Encontre a coragem para fazer perguntas e expressar o que você realmente quer.
Comunique-se com os outros tão claramente quanto você puder para evitar mal-entendidos, tristeza e drama.
Com somente este entendimento, você pode transformar completamente a sua vida.

4. SEMPRE FAÇA O SEU MELHOR:
O seu melhor vai mudar de momento para momento; será diferente quando você estiver saudável como em oposição a quando doente.
Sob qualquer circunstância, simplesmente faça o seu melhor, e evite auto-julgamento, auto-abuso e arrependimento".

Comentário:
          É um livro que nos leva a refletir sobre nossas açoes do dia a dia e o quanto elas interferem em nossa qualidade de vida. A busca implacável pelo sucesso tem feito muitas pessoas adoecerem. Nós somos os responsáveis pelo que somos e o equilíbrio com os outros seres, com o planeta e com nossa consciência é um esforço diário.


Bibliografia:
a-caminho-da-luz.blogspot.com
www.recantodasletras.com.br
www.google.com.br
 
 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saber Viver - (Cora Coralina)

O Oráculo

Autora: Catherine Fisher
 
Editora: Novo Século
 
Categoria: ficção

Ano de edição: 2011

Lido em: Janeiro 2012

Páginas: 336
 
     Catherine Fisher nasceu em Newport, Inglaterra. Graduada em Inglês pela Universidade do País de Gales, sempre nutriu uma fascinação por mitos e História. A escritora ganhou diversos prêmios, além de ser muito aclamada pelos críticos. Seu primeiro romance, The Conjuror’s Gam, foi indicado ao prêmio Smarties Books e sua obra The Snow-Walker’s Son ao prêmio W.H. Smith. O quarteto The Book of Crow foi igualmente aclamado como um clássico da ­ficção fantástica. Oráculo, primeiro volume da trilogia, foi indicado ao prêmio Whitbread Children’s Book. A trilogia é bestseller internacional, publicada em vinte idiomas. The Candle Man venceu o prêmio Welsh Books Council's Tir Na n'Og. Cobernic, uma lenda reinventada sobre o Santo Graal, também foi indicado ao prêmio.
 
 
 A  HISTÓRIA

Quando decidiu escrever O Oráculo, a Autora criou um cenário onde impera um sincretismo cultural e religioso baseado nas civilizações grega e egípcia.

A ação desenrola-se, precisamente, numa ilha do Mar Egeu cujas coordenadas se interceptam num ponto geograficamente situado entre estas duas culturas.

A trama circula à volta do culto de um deus em forma de Escorpião – o deus da vida e da morte – cujos rituais em tudo se assemelham ao culto de Osíris. E da Rainha da Chuva, num país castigado pela seca, uma deusa que pode facilmente ser identificada com a deusa egípcia Ísis, esposa de Osíris.

A ação prossegue centrada numa teia de intrigas relacionadas com a ascensão na hierarquia do culto. Esta situação é desencadeada pela morte do velho Arconte, o sumo-sacerdote ou a encarnação viva do deus, cujo sacrifício tinha como objectivo trazer a chuva de volta à terra. Uma história que remete para o mito das estações que envolve deuses como Ísis, Osíris, Hórus, Seth…

A traição aparece como um tema sempre atual, quer nas relações pessoais quer laborais, proporcionando ao leitor a possibilidade de se identificar com as personagens e projetar nelas as suas próprias vivências.

O Oráculo é também uma história de fé, onde se trata de acreditar ou não nos deuses, contrapondo a postura dogmática do povo iletrado ao cepticismo dos mais eruditos. E onde se fala, também, de valores, de ética.

Fisher apresenta-nos um cocktail de personagens fascinantes e surpreendentes.

Seth, apesar do nome do deus da traição da mitologia egípcia, é um jovem adolescente, amigo leal, da sacerdotisa Mirany e possuidor de um lado humano muito forte. Os erros que comete não são despoletados pela ambição, mas em prol da necessidade de ajudar os outros e pelo impulso que desencadeia a vontade de quebrar regras, própria da fase da adolescência.

Mirany, a sacerdotisa do deus escorpião, é a heroína do romance e, por isso, a menos surpreendente das personagens moduladas por sabermos, desde o início, o que se passa no seu íntimo. Contudo, vai amadurecendo ao longo da trama e passa a defender com mais segurança as suas convicções, apesar de os valores fundamentais permanecerem intactos.

Alexos, o novo Arconte, é uma criança “especial” porque diferente. Vive no mundo do sonho, como se o seu pensamento pairasse algures no limiar entre a vida e a morte, entre a sanidade e a loucura.

Oblek, o principal aliado de Mirany e Alexos, é um indivíduo aparentemente incontrolável. Bêbado, irresponsável, de temperamento bilioso, aspecto burlesco e repulsivo. Alguém em quem, no início se reluta em confiar, mas…

Os dois grandes vilões são: Hérmia, a Oradora, cujo nome tem a ver com Hermes, o deus do comércio, dos ladrões, o mestre na mentira – é a grã-sacerdotisa; e Argelim, o general ambicioso, amante de Hérmia. Ambos usam a religião para manipular o povo crente com o objetivo único de amealhar riqueza. São as duas únicas personagens que mantêm o carácter constante ao longo de todo o romance.

Rhetia e Chryse, são duas jovens oriundas da aristocracia, sacerdotisas como Mirany. São as personagens que mais surpreendem o leitor mostrando, no final, uma faceta até então completamente oculta da sua personalidade.

Cada capítulo corresponde a cada um dos nove dias que completam as cerimônias fúnebres do Velho Arconte, ao longo dos quais se procederá à procura do sucessor no qual o deus terá, supostamente, reencarnado. Cada um destes capítulos inicia com um texto introdutório que dá voz ao deus-escorpião. São textos de extrema beleza e poesia em formato de prosa, pela pena de uma autora, já habituada às lides poéticas.
 
http://hasempreumlivro.blogspot.com/2005/10/o-orculo-de-catherine-fisher-presena.html
 

COMENTÁRIO:
É um livro onde as coisas realmente acontecem. Há muita ação e emoção. A história e a climatização são muito interessantes..

 
TRECHO:
"A luta é comigo mesmo. Sei disso há muito tempo. Unir minhas mãos ao redor do mundo, porque as duas partes de mim são necessárias.
Sol e lua. Dia e noite. Alegria e tristeza."
 
 
Classificação:


sábado, 17 de dezembro de 2011

Poder Índigo e Evolução Cristal

Autora:  Tereza Guerra

Editora: Madras

Categoria: Psicologia / Esoterismo
 
Ano: 2009
Lido em: novembro de 2011
 
Nº de páginas: 208
 
          Tereza Guerra é licenciada em Filosofía pela Universidade Clássica de Lisboa, possuindo pós-graduações em Filosofía e Educação e um mestrado em Ciências da Educação. Atualmente está finalizando a sua tese de Doutorado sobre a Educação de Crianças Índigo. 
Em 2004 criou, com Alain Aubry, a Fundação Casa Índigo, onde conta com uma equipa de profissionais da educação, psicólogos, médicos e pedagogos, para apoiar e desenvolver atividades destinadas às crianças e jovens índigo e cristal.
 
 

          Inteligentes, sensíveis, criativos e com tendência para questionar a ordem estabelecida, a vitalidade dos índigos é, muitas vezes, confundida com hiperatividade ou simples rebeldia. Mas a sua existência tem um propósito que devemos conhecer e aceitar, ajudando-os a desenvolver as suas inúmeras capacidades. Acreditar em suas aptidões e respeitar a sua evolução favorece a integração dos índigos em um ambiente mais favorável ao seu enorme potencial, prevenindo, assim, situações de risco como o estresse, a apatia e a depressão. Poder Índigo e Evolução Cristal é uma obra de sucesso garantido entre todos os interessados em compreender as características que fazem desses indivíduos da Nova Era seres muito especiais. Esta é uma ferramenta primordial para pais, educadores e psicólogos da atualidade.
     A metodologia adotada se aproxima da teoria defendida pelo filósofo John Dewey. Para ele, a educação tem como finalidade propiciar à criança condições para que resolva seus problemas por si mesma, e não as tradicionais ideias de formação de acordo com modelos preestabelecidos.
 
         
 
 
Comentário:
 
 O livro traz muitas explicações sobre chacras, dimensões evoluções espirituais, consciência, harmonia e paz. Traz também muitas indicações para leitura complementar e cita autores como Brian Weiss, Pastorino e Saint-Exupéry.
 
 
 
Indicação:

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Chave para Rondo

Autora:  Emily Rodda

Editora: Fundamento
Categoria: Infanto-juvenil

Ano: 2010
Lido em: outubro de 2011
Nº de páginas: 304

Emily Rodda formou-se na Universidade de Sydney, em Literatura Inglesa e tornou-se uma bem-sucedida, produtiva e versátil escritora. Com participação em mais de 50 publicações, entre livros infantis e romances de mistério populares para adultos, a autora parece saber exatamente o que os jovens querem ler. Emily recebeu a prestigiosa Medalha Dromkeen e, por cinco vezes, ganhou o prêmio Children´s Book Council of Australia´s Book of the Year (Young Readers) Award. Todos os livros da autora são um testemunho de seu excepcional talento como escritora. A série Deltora foi seu maior sucesso de público e crítica e já vendeu mais de 4 milhões de exemplares.



Importante!
  • Gire a chave apenas três vezes.
  • Nunca gire a chave enquanto a música estiver tocando.
  • Nunca segure a caixa enquanto a música estiver tocando.
  • Nunca feche a tampa antes de a música acabar.

   Ao se tornar dono da caixa de música que estava em poder de sua família havia várias gerações, o garoto Leo Zifkak não tem a menor intenção de quebrar nenhuma dessas regras.  
 
   O mesmo não se pode dizer de sua prima Mimi, que desobedece a uma delas e traz de volta uma magia há muito adormecida. Está aberto o portal para Rondo, o mundo mágico contido na caixa de música!
 
   Quando a traiçoeira Rainha Azul sai de dentro da caixa e sequestra o cãozinho de Mimi, os primos partem em uma perigosa e inesquecível jornada para resgatá-lo. Enquanto percorrem as desconhecidas paisagens de Rondo, os dois descobrem que têm tarefas ainda mais difíceis pela frente. E que há uma forte ligação entre eles e aquele estranho lugar...
 
   Mas como sobreviver em uma terra onde feiticeiras, dragões, animais falantes e outros seres fantásticos são lugar- comum e não tão inofensivos quanto parecem?



 Comentário:
     Este livro nos transporta para uma realidade paralela e, embora infanto-juvenil, faz levantamentos filosóficos bastante interessantes como: O que é realidade? A sua realidade é igual a minha? A noção de tempo de de conceitos de certo e errado podem variar de acordo com os nossos valores. O quanto alguém pode ser importante para nós. Será que podemos confiar no que nossos olhos veem ou será que devemos dar margem ao que nos diz nossa intuição? É um livro para ser degustado e refletido com os olhos de uma criança e com os conhecimentos de um adulto. Gostei muito.







terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado

Autora:  Ana Beatriz Barbosa Silva

Editora: Fontanar



Categoria: Psicologia

Ano: 2010


Lido em: setembro de 2011


Nº de páginas: 237



       Ana Beatriz Barbosa Silva é médica graduada pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) com pós-graduação em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nascida na cidade do Rio de Janeiro, é escritora, realiza palestras, conferências, consultorias e entrevistas nos diversos meios de comunicação sobre variados temas do comportamento humano.Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP), Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Déficit de Atenção (SP) e diretora das clínicas Medicina do Comportamento no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde faz atendimento aos pacientes e supervisão dos profissionais da sua equipe (médicos, psicólogos e terapeutas).






     Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem.
     "Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".
     Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.
     Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.

No programa Sem Censura, a autora fala sobre a psicopatia