Editora: Geração Editorial
Categoria: Romance
Ano: 2009
Lido em: de 15 de março a 15 de maio de 2011
Nº de páginas: 491
A HISTÓRIA
Este romance histórico relata a vida de Joana. Nascida em uma família onde seu pai era cônego e sua mãe saxã, Joana recebeu a educação de uma menina católica da sua época (século IX), onde as mulheres não tinham direito a nada e deveriam servir os homens da família.
Insatisfeita com sua situação, Joana pede ao seu irmão mais velho, Matheus, para ensinar-lhe a ler e a escrever. Matheus ensina a escrever seu próprio nome, mas a sede de conhecimento de Joana é muito grande . Acometido por uma forte doença repentina, Matheus morre e deixa como sucessor aos planos de seu pai o seu irmão João (que não tinha facilidade nem interesse em aprender a ler).
O pai de Joana, não se conforma com a incapacidade de João para o aprendizado e acaba por contratar um professor que, percebendo o talento de Joana, diz que só ensinaria João se Joana também pudesse ser sua aprendiz.
Assim Joana aprende a ler e a escrever em latim e grego. Mas o seu professor precisa ir embora e promete que dará recomendações ao bispo para garantir sua instrução.
Joana é levada , junto com seu irmão João, para estudar em uma "escola". É nesse lugar que conhece Gerold, conde franco que na época é casado e possui duas filhas. Joana vai morar na casa de Gerold estreitando assim o laço de amizade, companheirismo e cumplicidade entre os dois.
Após alguns anos, houve uma invasão saxã no lugarejo onde Joana vivia. Todos foram mortos, exceto Joana que foi hábil em se esconder. É nesse momento que Joana percebe que a única forma de sobreviver em um mundo tão hostil é assumir a personalidade de homem e tomando o manto de seu irmão João (morto pelos saxões), foge para um monastério.
Neste monastério, onde todos a conhecem como João Ânglico, aprende a arte da medicina e tem a possibilidade de prosseguir seus estudos, chegando a tornar-se padre. Sua habilidade dialética, conhecimento e inteligência são impressionantes.
Joana vive muitas aventuras até sua chegada a Roma, onde assume o cargo de médico do Papa Sérgio II, continuando esta condição com seu sucessor o papa Leão IV.
Em meio a muitas invasões, batalhas e disputas pelo poder, que rondavam a Roma antiga e o trono papal, Joana revê Gerold (que continuava vivo por não estar na cidade quando esta foi tomada pelos saxões). Joana percebe que nutre um verdadeiro amor por Gerold (agora viuvo) e que é correspondida, embora este amor seja proibido devido a sua identidade assumida como masculina.
Após a morte do papa Leão IV, Joana é eleita papa (papa João VIII - dos anos 853 até 855). O livro finda com sua morte e a consequente descoberta de sua verdadeira identidade.
TRECHO: "No crepúsculo, o vulto de um rapaz emergiu da porta da catedral destruída, perscrutando a paisagem com olhos cinza-esverdeados. A lua despontava num céu animado por estrelas.
Além das ruínas dos edifícios, a estrada leste tremeluzia, prateada, na escuridão que se acumulava.
O vulto esgueirou-se furtivamente da sombra da catedral. Ninguém havia sobrevivido para ver Joana seguindo apressadamente pela estrada, na direção do grande monastério de Fulda. CONSIDERAÇÕES:
O livro A Papisa Joana é centrado em mais um hiato histórico em torno da fé católica. Houve ou não esta mulher que assumiu o trono sagrado de Roma? A autora diz ter pesquisado sete anos para dar vida ao livro. Segundo a autora, neste livro ela pode mesclar seu romance a uma história real. Toda infância de Joana é ficção, mas pode basear-se em documentos históricos para a criação da personagem em sua vida adulta.
O livro A Papisa Joana é centrado em mais um hiato histórico em torno da fé católica. Houve ou não esta mulher que assumiu o trono sagrado de Roma? A autora diz ter pesquisado sete anos para dar vida ao livro. Segundo a autora, neste livro ela pode mesclar seu romance a uma história real. Toda infância de Joana é ficção, mas pode basear-se em documentos históricos para a criação da personagem em sua vida adulta.
"A papisa Joana é um dos personagens mais facinantes de todos os tempos, e um dos menos conhecidos. Embora hoje negue a existência dela e de seu papado, a igreja católica reconheceu ambos como verdadeiros durante a Idade Média e a renascença. Foi apenas a partir do século XVII, sob crescente ataque do protestantismo incipiente, que o Vaticano deu início a um esforço orquestrado para destruir os embaraçosos registros históricos sobre a mulher papa. O desaparecimento quase absoluto de Joana na consciência moderna atesta a eficácia de tais medidas."
TRAILLER DO FILME "PAPISA JOANA"
BASEADO NO LIVRO DE DONNA WOOLFOLL CROSS - 2010




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