Editora: Nova Fronteira
Tema: Romance Histórico
Mês: Fevereiro de 2011
Nº de páginas: 493
A HISTÓRIA:
No auge da Revolução Cultural Chinesa, Ding Long, um jovem e poderoso general, gera dois filhos. Um deles, legítimo. O outro, nascido de uma jovem camponesa que se atira do alto de uma montanha poucos momentos depois do parto. Tan cresce em Beijing, cercado de luxo, carinho e conforto, ao passo que Shento é criado nas montanhas por um velho curandeiro e sua esposa, até que a morte do casal o leva a um orfanato onde passa a viver sozinho, assustado e faminto. Separados pelas condições de vida, Tan e Shento são dois estranhos que crescem ignorando a existência um do outro.
Esta saga relata a história desses dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a história política e social da China no final do século XX. Numa trama repleta de conspiração, mistério e paixão, Tan e Shento se tornam inimigos ferozes tanto no campo político quanto no pessoal, pois, por um capricho do destino, se apaixonam pela mesma mulher (Sumi Wo), o que contribui para acirrar ainda mais o ódio que sentem um pelo outro.
Sumi Wo, por sua vez, é também uma órfã que cresce no mesmo orfanato que Shento foi criado. Quando adulta torna-se uma grande escritora que tem influencia direta na sociedade através de seu livro de memórias "A Órfã".
A história é narrada em primeira pessoa. Shento e Tan alternam-se na narração.
TRECHO: "Apaixonada por dois irmãos! Eu amaldiçoava o meu próprio destino, as três facas cravadas nele. Quem eu deveria escolher? Shento, com sua crueza da gente das montanhas e sua sede desesperada? Ou Tan, com o coração amoroso que tranquilizava minha mente, sem deixar espaço para mágoa e a solidão, fazendo com que eu não precisasse de mais nada? Um morreria por mim. O outro não viveria sem mim."
Praça Tiananmen - Beijin
CONSIDERAÇÕES:
A Montanha e o Rio é um livro maravilhoso que, além de nos envolver na história destes três jovens, nos ajuda a entender um pouco mais sobre a história da China e sua Revolução Cultural.
Mostra-nos também que por mais difícil que possa parecer a situação, o fato de nos sentirmos amados e com perspectiva de melhorar de vida nos faz ter forças para superar as situações. Shento é um homem que cresce sozinho e não tem ninguém com quem contar, talvez isso o torne ao mesmo tempo forte e cruel. Já Tan, que sabe que é amado por sua família, vê a compaixão e a necessidade de ajudar o próximo como algo importante. Sumi Wo, apesar de não ter ninguém com quem contar, guarda em si a lembrança de um amor por Shento (que ela pensa que morreu para salvá-la) e por seu filho como força vital.
Podemos levar estas considerações para nossa vida e perceber o quanto é importante sentir que há pessoas que se importam conosco e ao mesmo tempo demosntrar a nossa afeição pelos que nos rodeiam. O amor é que move o mundo!
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